Há MJs e escritores que preferem o caminho mais fácil: quem é bom, é bom [clérigos, paladinos etc.], quem é mau é mau [vampiros, cavaleiros da morte, larões chefes de guilda etc.].
Mas pergunte a si mesmo quantas "pessoas óbvias", quanta gente totalmente, inteiramente boa você conhece, com absoluta certeza de quem são e de que são realmente e completamente voltadas para o bem? O mesmo para o mal, agora?
Este é um mundo de pessoas como nós, cheios de contradições, hora bons, hora nem tão bons assim, hora muito maus. Até Pedro, o líder dos apóstolos de Jesus teve suas contradições [mas não depois de se reconciliar com Jesus, depois de traí-lo...].
Este breve post vem apenas recordar que alguns dos personagens mais marcantes dos últimos anos, na literatura, no cinema e na História, são desta categoria: "eu e minhas contradições"...
Kitiara e Tanis Meio-Elfo, Raistlin. Dr. Gregory House... Tyrion e Jaime Lanister. Varis... Kvothe Arliden e Denna. Dexter Morgan? Não. Dexter é mesmo "do mal"... Abraham Lincoln? Churchill?
Assim, quando formos escrever e/ou "mestrar" temos de nos lembrar que somente os "anjos" são perfeitos. Nós, assim como a maioria do mundo, somos uma mistura de uma série de virtudes, vícios, gostos, concepções e decisões que nos tornam únicos [e não, eu não estou fazendo apologia aos nossos defeitos e vícios: estes devem ser combatidos em nós, para que possamos evoluir etc. etc. etc.].

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